Gente, voltei a trabalhar. Há um mês atrás, pensava: ser mãe em tempo integral é ótimo, estou dando toda a atenção necessária ao meu bebê. Mas ao mesmo tempo, um sentimento dúbio, me corroia. Tá, tudo bem, tenho tempo e tal, mas e o futuro? O que vou oferecer a minha filha, além de carinho e disponibilidade de tempo? Claro que meu maridão sempre foi um ponto de apoio, me apoiando em qualquer decisão e segurando as pontas em casa (financeiramente). Mas cá entre nós, nunca fui boa dona de casa, nem fui criada para isso.
Enfim, aceitei a empreitada e voltei a minha carreira. Me senti orgulhosa e segura o suficiente para isso. Nos primeiros dias, titubeei, chorei. Mas aquela coisa de ser uma mãe ausente foi saindo de mim. Percebi que é possível organizar o tempo. Entendi que melhor do que quantidade, é a qualidade das horas que passo com a minha Manu. Ví que ter suas mãozinhas entrelaçadas na minha, ouvir suas palavras ainda atropeladas, sua risada gostosa, sua cantoria sem fim, mesmo que seja por duas ou três horas, fazem minha completa felicidade.
Esses momentos me dão força para continuar. Para ser uma profissional melhor, mais organizada, determinada. Para conseguir conciliar todas as tarefas sem perder a mãe de ser mãe, de ser mulher. Tenho muito o que melhorar, o que adaptar, o que me entregar. Tenho sim. Mas hoje, tenho a maior certeza de todas: ser mãe é possível e pleno, mesmo para aquelas que trabalham fora.
terça-feira, 8 de junho de 2010
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