No começo tudo é louco. Sua rotina muda completamente, nada, nada mais é como antes. Você não consegue sequer lavar o cabelo. Eu mesma já fiquei uns 4 dias sem lavar, com aquela cara de comida de boi cuspida. Você começa a pagar micos que nunca imaginou pagar: canta musiquinhas sem sentido o tempo todo, fala com voz de desenho animado, tem que trocar fralda, roupa toda suja de cocô em pleno restaurante japonês. Mas tudo vale muito a pena.
Hoje mesmo me pego com uma tendinite brava, fruto de muitos colinhos pra ninar. Me pego com o sono atrasado, o corpo cansado como se tivesse sido atropelada por um caminhão. As unhas não são mais como antigamente. Têm que ser curtas, e vc só tem o privilégio de mantê-las com esmalte se tiver uma babá ou quem lave as roupas do seu rebento. Os programas de TV preferidos são assistidos pela metade, e os filmes quase nunca fazem sentido, já que se perde um pouquinho do começo, um pedaço do meio e dez minutos do final.
Ás vezes vem uma sensação perturbadora: - acabou a minha paz. Nunca mais vou conseguir dormir como antigamente, nunca mais poderei sair à noite, lavar o cabelo bem demoradamente, assistir um filme inteiro, fazer longas caminhadas na praia, rolar no chão com meus cachorros.
Mas aí você olha para o seu bebê. E ele abre aquele sorriso de matar. Aquele sorriso cheio de esperança, doce como o melhor chocolate do mundo. E faz aquela cara de ´´ eu te amo``. Dá para resistir? Não. E você esquece todos os percalços de ser mãe.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
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Um comentário:
Ééééééé Aline!!!
Quem disse que ia ser fácil?
Ah... e o nosso cinema que vc tá enrolando faz tempo hein?? Vamo marcar, vamo marcar... e não use a Manu como desculpa hein!!! ;P
Te amo amiga.
Beijo no coração (seu e da Manu).
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